quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Apontamento

"É verdade que os países mediterrâneos são os únicos em que posso viver, que eu amo a vida e a luz, mas é verdade também que o trágico da existência fascina o homem e que o silêncio mais profundo faz parte dela. Entre esse avesso e direito do mundo, eu me recuso a escolher."

Albert Camus, em "O Avesso e o Direito"

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Japonismo

A cultura japonesa me encanta em muitos aspectos e não foi à toa que eu fui parar na Fundação Japão (SP) pra fazer um curso sobre japonismo. Lá descobri que os japoneses influenciaram totalmente os impressionistas europeus. Lá na Fundação Japão também fui ver uma palestra do designer Jum Nakao e cheguei a ficar emocionada. Me encanta também o trabalho dos estilistas japoneses Issey Miyake e Yohji Yamamoto. Passear no bairro da Liberdade (SP) também me deixa feliz... Talvez o mais encantador dessa cultura - e que se manifesta no acabamento final de um simples pacote de bala ou nas mínimas atitudes - seja a ausência completa de displicência em todas as esferas de seu pensamento. Nada é arbitrário, nada é "de qualquer jeito". Isso fica claro no filme A Partida, do diretor Yojiro Takita. O personagem Daigo toca violoncelo numa orquestra que vai à falência e é fechada. Endividado pela compra do instrumento e no olho da rua, ele arruma um emprego de agente funerário. O trabalho inusitado requer a manipulação de pessoas mortas, desde transportá-las ao caixão até maquiá-las e vesti-las. O cuidado com que isso é feito revela muito do jeito japonês (talvez oriental?) de enxergar o mundo. Idealizações à parte, o filme mostra um grau de delicadeza e cuidado poucas vezes manifesto no dia a dia. Imperdível!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

"Fotografar é colocar na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração." (Henri Cartier-Bresson)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Lembrete

"(...) somos livres quando já não temos a ilusão do tempo a nos prender ao passado e ao futuro e distorcer o presente."

B. K. S. Iyengar

terça-feira, 27 de outubro de 2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Miniapontamentos

Sonho de consumo: ser tranquila e infalível como Bruce Lee a maior parte do tempo

Intenção: não pensar tanto antes de fazer

Vontade: usar mais salto

Música que tá grudada na minha cabeça: "Moment of Surrend", do U2

Dúvida constante: esqueci o gás ligado?

Felicidade: ter uma sacada e um vaso lindo com o jasmim crescendo e florescendo

Meta: trabalhar com algo que faça sentido pra mim

Obsessão: amêndoa

Aqui e agora: maior qualidade de vida

Motivo: deu vontade de escrever

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Quem sabe sabe

Mais um pouco de obsessão pelo assunto "desenho"...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Se eu soubesse desenhar, hoje teria feito este desenho...

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

"Quando a estabilidade se converte em hábito, seguem-se a maturidade e a clareza."

B. K. S. Iyengar

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Dream a little dream of me

A música que me acompanha hoje nas vozes de Ella Fitzgerald e Louis Armstrong. Melhor impossível...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

De luz e de sombras

"Uma corda arrebenta
No momento que menos se espera,
Todo mundo sabe disso.
Mesmo assim me penduro, confio,
Invento nós de múltiplos caminhos,
Roldanas, parafernálias, parafernálias..."
Enovelada e amarrada num figurino "rústico-japonista", a bailarina Diane Ichimaru, da Confraria da Dança, diz esse e outros textos por vezes cortantes por vezes suaves em seu quarto solo, Adverso. A plateia encalorada do Sesc Ribeirão Preto reage com um silêncio que talvez revele nervosismo suspenso. Eu faço parte da plateia inverno-verão, porém alterno momentos de contração muscular com riso extravasado (só eu achei graça da "piada" que é a existência?!)... O espetáculo não é leve, não dá trégua ("ah! agora sim um momento relax..." Não! Isso nunca), porém não é o que chamam os cri-críticos de "difícil". Diane é intérprete de peso, mantendo o domínio da cena mesmo em momentos em que se coloca em ciladas. Lembra uma marionete, às vezes uma gueixa (na cena que acho mais bonita, em que faz do enorme papel - machê? - um vestido longo e brinca com ele), às vezes um samurai, às vezes qualquer um de nós quando assumimos o susto de não saber pra onde estamos indo... A iluminação impecável de Marcelo Rodrigues faz do palco um lugar acolhedor, apesar da profusão de sombras. Terminei o espetáculo, não sei por quê, olhando para o teto do palco. Estava eu procurando Deus?!
*Os paulistanos, que não devem estar passando calor, poderão assistir a Adverso no dia 14/8, às 16h, no Teatro de Dança (av. Ipiranga, 344, República -São Paulo). www. teatrodedanca.org.br

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Silêncio

Ilustração da Rita Wainer que me deixou sem fala... http://ritawainer.wordpress.com/

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Os curiosos efeitos do yoga...

Virabhadrasana II ou Postura do Guerreiro II
Esta postura nunca foi das minhas "mais queridas" e sempre que praticava permanecia nela durante dez respirações torcendo pra acabar logo e quando acabava (ufa!) dava graças a deus e me sentia cumprindo uma obrigação. A prática regular mudou alguma coisa além do natural fortalecimento das pernas: não sei o que houve, agora sinto necessidade de ficar e ficar e ficar nesta postura... Não se trata de "condicionamento físico", em que naturalmente o corpo responde de outro jeito e aquilo se torna menos difícil para ele... Tampouco posso dizer que o desconforto se transformou em conforto... É algo mais parecido com necessidade. O corpo precisa ficar ali, naquela postura, então ele simplesmente fica, sem lamentações...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

sábado, 25 de julho de 2009

quarta-feira, 22 de julho de 2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

E aí, brow?!

H3 é o nome da obra. Bruno Beltrão, do coreógrafo. Eles dançam vestindo calças largonas de gancho baixo (ou bermudas), camisetões e tênis. Giram no ar (a não sei quantos metros do chão), rolam, duelam, correm, param feito estátuas. Absurdos como seres do além que não conhecem a lei da gravidade, são - ao mesmo tempo - absolutamente de verdade, tal o despojamento com que se apropriam da cena. O nome deles é Cia. Bruno Beltrão Grupo de Rua, já muito comentados por "misturar hip hop com dança contemporânea". Rótulos à parte, o que chama atenção é o mix de virtuosismo com naturalidade. Artificialismo zero, autenticidade dez. Com a respiração presa e os olhos estatelados durante os 50 minutos do espetáculo, saio do teatro com vontade de vestir camisetão, calça largona, tênis e sair por aí dançando igual, como se isso fosse possível...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Recebi este selinho da querida Mari (do blog algosobreyoga.blogspot.com), minha mestra de yoga e amiga (brigada, Mari!! Que honra vc indicar meu blog!). Quem ganha o selinho tem que: -Fazer referência a ele e publicá-lo; -Divulgar a regra; -Partilhar 5 coisas que gosta de fazer; -Indicar 10 blogs aos quais se envia o selo; -Informar cada um dos blogs. Bom, então, 5 coisas que eu gosto de fazer, sem ordem de preferência: 1-Sair pra jantar com o João (e beber vinho ou champanhe); 2-Praticar yoga; 3-Baixar música pela internet (depois de descobrir novos músicos ótimos. Eu sempre penso: "Como eu não ouvi isso antes?!!"); 4-Ficar horas folheando revistas de moda (boas e de preferência estrangeiras); 5-Ir ao cinema. Escreveria mais que 5 coisas... Os 10 blogs queridos: 1-BlogBLÃÃ!! (blogblaa.blogspot.com); 2-Algo sobre Yoga... (algosobreyoga.blogspot.com) (não sei se posso voltar o selinho pra vc, Mari, mas o seu blog está entre meus 10 preferidos...); 3-Oficina de Estilo: Moda pra Vida Real (oficinadeestilo.com.br/blog); 4-Blog do Yogue (blogdoyogue.blog.uol.com.br); 5-C'est Sissi Bon (cestsissibon.blogspot.com); 6-Rita Wainer (ritawainer.wordpress.com); 7-Ilustrada na Última Moda (ultimamoda.folha.blog.uol.com.br); 8-The Sartorialist (thesartorialist.blogspot.com); 9-O Blog da Cami (camilayahn.com.br); 10-Garance Doré (garancedore.fr).

quarta-feira, 1 de julho de 2009

"Não me interesso em como as pessoas se movem, mas o que as move." Pina Bausch (1940-2009)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Quando tudo faz sentido

Verão 2010 da Neon
Gosto muito de roupas, de ver desfiles e principalmente prestar atenção em como as coisas são coordenadas, combinadas, enfim, como o styling é feito (pelas "pessoas da vida real" também!). Não sou crítica de moda (nem tenho essa pretensão), mas, de temporada a temporada, em geral são os mesmos estilistas que me despertam vontades, ideias e sonhos até. Ficando só na moda brasileira, Alexandre Herchcovitch, Maria Bonita Extra, Ronaldo Fraga e Gloria Coelho sempre me dizem algo importante, mesmo que não me identifique com aquela coleção. A Neon fica sempre no rol do "lindo, criativo, coerente, mas eu não usaria... Não tem nada a ver comigo". No último São Paulo Fashion Week (que acabou dia 22), quando vi o desfile deles, continuei achando lindo, criativo e coerente, mas usaria vários looks, me deu vontade de ser um pouco aquelas imagens... Meu estilo não mudou. Tampouco a Neon "se desvirtuou". Desconfio que eles - Dudu Bertholini e Rita Comparato - foram geniais...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Chove...

...só um pouco, mas o suficiente para embotar o raciocínio. Ilustração de Eduardo Recife

quarta-feira, 10 de junho de 2009

667 dias

Para João

terça-feira, 9 de junho de 2009

Os lugares

Lendo o caderno Mais! da Folha de São Paulo do último domingo (7/6), voltei a pensar na relação dos nativos e estrangeiros com as cidades. Há uma entrevista com a socióloga argentina Beatriz Sarlo falando sobre Buenos Aires, um texto de Danuza Leão sobre Paris e outro do Nobel de Literatura Orhan Pamuk sobre Veneza. Exceto este último, que pareceu sondar a cidade italiana com o olhar de um estrangeiro encantado, tanto Beatriz quanto Danuza me deixaram um pouco decepcionada: onde estão as cidades quase idílicas de que ouvimos falar e que são sempre diferentes e melhores que as nossas?! Beatriz, ao falar de Buenos Aires, parece qualquer brasileiro discorrendo sobre as mazelas do lugar onde vive. Até aquela velha comparação da cidade portenha com Paris é posta em xeque por ela ("... quem conhece Paris sabe que não se parece com a capital argentina"). Ela está de bode até daquilo que nos parece um traço de politização (ao contrário de nós, 'tupiniquins cabeças ocas sem memória'): "... o lado sinistro do que acontece com a morte na Argentina, onde (...) vivemos discutindo o destino dos restos mortais das pessoas que foram importantes na história do país".

Danuza, que vive desde criança no Rio de Janeiro e já morou em Paris duas vezes - uma por dois anos e outra por cinco -, desmitifica a imagem do parisiense típico quando relata que por volta de 2000 o prefeito francês Bertrand Delanoë propôs a construção de prédios de mais de 200 metros nos arredores da cidade a fim de preservar a Cidade Luz como ela é, e qual não foi o espanto dele quando uma pesquisa pública mostrou que os parisieneses não concordavam com a ideia?? Ué?! Cadê os europeusconscientescultosquevalorizamaprópriahistória?

E agora? Com que vou sonhar?! Onde vou projetar minhas expectativas de cidade quase ideal?!

Prefiro ficar com a visão não menos lúcida de Orhan Pamuk, que diz que há lugares para todos os gostos: para se trabalhar, para passar férias, dos quais fugir, para se sentir triste e até para se morrer. Mas o lugar que escolhemos para viver tem que ser necessariamente parecido com a Veneza do escritor: para ser feliz.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Inspiração para um dia meio cinzinha

Sobre como ser fina fazendo misturas aparentemente improváveis...

Prada Resort 2010

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Outro olhar

Em tempos de mudança de casa, de ares, de perspectiva, de expectativa, recebi por e-mail a versão online do vídeo da artista Milena Galli (http://www.milenagalli.com/) feito em Hoyerswerda, na Alemanha, em agosto de 2008. Ela colocou a câmera num tripé e a máquina foi disparando a todo minuto. Foram mais de 4000 fotos editadas pela artista e depois animadas. Isso consumiu um mês e, em média, 6 horas de trabalho por dia. A obra me disse muito, me deu uma alegria parecida com aquela que vem junto com mudanças desejadas.
Bom, tentei postar o vídeo pra ele ficar já na tela e a santa pessoa que entrar no blog clicar e assistir, mas... definitivamente, sou péssima com apetrechos tecnológicos! Mas aí vai o endereço:

segunda-feira, 30 de março de 2009

Pode entrar que a casa é sua

Não, eles não moravam em Paris, nem em Nova York, mas de uns tempos pra cá tinham a sensação de que, sim!, de uma vez por todas estavam vivendo num apartamento do Soho ou coisa parecida. O motivo? Andavam ouvindo uns barulhos estranhos vindos do teto... Ele sempre disse: "Ah, não! Decadence avec elegance não dá! Tô fora!" Ela dava um sorrisinho e retrucava: "Ah, é charmoso, vai!" E não é que o apartamento era, digamos assim, bem estilosinho? Ele com o tempo até foi encontrando encanto naquele canto e parou com essa "perseguição" às coisas do passado. Ela, por sua vez, começou a ter que se esforçar um pouco pra ver beleza naquele predinho de dois andares com a pintura pedindo outra demão. "Mas, tudo bem", ela pensava, "o nosso apartamento é um oásis, até parece um loft antiguinho!" Mas os barulhos no teto só aumentavam e eles já não tinham mais dúvida (embora ela tentasse se enganar): os amiguinhos (como ele se referia aos visitantes) eram ratos, e provavelmente muitos. Não, não se tratavam de pombos, muito menos de gatos como ela tentava crer. Os visitantes se mostravam cada vez mais audaciosos, basicamente estavam à vontade. Ele e ela que se adaptassem. Resolveram chamar o seu Fernando pra fazer a tal da desratização. Ele veio, jogou as iscas e garantiu que o produto era bom e que ela não se preocupasse com os cadáveres, "os roedores comem o negócio e viram pó". Ãhn?! Ok. Ele e ela só queriam paz, continuar achando aquele lugar um oásis, continuar a receber os amigos ali e ouvir "A casa de vocês é tão francesa!" Não precisava ter tanta semelhança assim... O processo da desratização ia de vento em popa, os bigatos (seres cilíndricos mais conhecidos como vermes, decorrentes da decomposição de cadáveres) apareciam aos borbotões. Ele segurava tudo com incrível bom humor. Ela sentia seus nervos desmoronarem a cada mínima pista de vida ou morte dos amiguinhos. Numa manhã de segunda-feira, após um domingo caçando vermes e encharcando a lavanderia com cândida ("seu Fernando falou que mata os bigatos!"), ela foi checar a área de serviço. Na sua cabeça transtornada havia uma sentença, praticamente uma certeza: "Qualquer hora, quando eu menos esperar, vou me deparar com o inimigo". Ela abriu a porta, viu mais uns vinte vermes agonizando e percebeu que o lençol amarelo que estava pendurado no varal havia fraquejado e arrastava no chão. A ponta do lençol pendia exibindo uma rodela branca com moldura cinza. Ela tentou puxar a roupa de cama para cima e sentiu um peso que explicava tudo. Ali jazia o inimigo. Ela fechou a porta com força, sentiu o terror tomar conta do próprio corpo e entre lágrimas foi acordá-lo. Ele acordou e, tranquilo e infalível como Bruce Lee, foi verificar o local do crime. Pegou o lençol no mesmo ponto em que ela o fizera e sorriu: "Que peso? Não tem peso... Você não disse que cândida não mancha a roupa?"

Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Saber dizer

"Tinha um senso do cômico realmente precioso, mas precisava de gente, sempre de gente, para exercitá-lo, com o inevitável resultado de que perdia o tempo em almoços, em jantares, naquelas suas recepções, falando de tolices, dizendo coisas que nada significavam, embotando o fio do seu espírito, perdendo o discernimento." (Virginia Woolf em "Mrs. Dalloway")

Usar as palavras com propriedade e senso estético é de verdade uma arte!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Mau-humorado chique

Guerras com o mundo, grandes e pequenas guerras internas, solidões... Gran Torino, filme mais recente de Clint Eastwood, mostra o quanto é gênio este ator/diretor e como soube envelhecer sem perder o frescor. Fazia um tempinho que não saía do cinema com aquele nozinho na garganta, mas não aquele das emoções fáceis que nos acometem (confesso!) em certas comédias românticas ou dramalhões familiares ou vendo o Fantástico domingo à noite. Foi aquele outro (nozão, na verdade), de emoções que vêm lá de não sei onde, aquelas bem silenciosas que teimam em aparecer quando você mais quer fingir que não estão lá... Walt Kowalski, personagem interpretado por Eastwood, é tão de verdade que não há como não se encantar por ele. Ranzinza sem meias-palavras, cheio de preconceitos, à primeira vista seria o típico antiherói da vez. Mas é vivido com tanta propriedade pelo ator que não há como não se identificar em alguns momentos, repelir em outros, compreender em outros, enfim, se envolver pra valer. Filme obrigatório em tempos de muito barulho por nada, ops!, por Quem Quer Ser um Milionário...

sábado, 21 de fevereiro de 2009

domingo, 15 de fevereiro de 2009

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Uma parábola

"Era uma vez um jovem que foi até o palácio de um marajá (na época em que os marajás eram os sábios) e perguntou a ele qual a fórmula para se viver corretamente. O marajá, em vez de responder, propôs um desafio ao jovem: 'Vou encher uma colher com azeite e você vai percorrer todos os cantos deste palácio, mas não deixe derramar uma gota de azeite sequer'. O jovem saiu então com a colher na mão, andando com passos pequenos, olhando fixamente para a colher e segurando com tanta força que ficou cansado. Ao voltar, orgulhoso por ter conseguido, mostra a colher ao marajá, que pergunta se ele viu os belíssimos quadros que estão nas paredes do palácio, se ele viu os jardins e as piscinas maravilhosas que estavam pelo caminho. Sem entender muito o porquê disso tudo, o jovem respondeu que não, e o marajá disse: 'Dessa forma você nunca encontrará a sabedoria. Vivendo só para cumprir suas obrigações, sem usufruir as maravilhas do mundo, você nunca será um sábio'. Em seguida, pediu para o jovem repetir a tarefa, mas que desta vez observasse tudo pelo caminho. E lá foi o rapaz com a colher na mão, olhando e se encantando com tudo. Esqueceu-se da colher e passou a observar os quadros, os jardins, os pássaros... Ao voltar, o marajá pergunta se ele viu tudo e o jovem, extasiado, diz que sim. O marajá pede que ele mostre a colher e o jovem percebe que derramou todo o conteúdo pelo caminho. E o marajá diz: 'Você terá de descobrir uma forma de cumprir suas obrigações, mas sem achar que o mundo é um fardo a ser carregado."

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009