quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Hoje eu descobri duas coisas:
1) Comer torta de chocolate com abacaxi (é isso mesmo!!) é demais de bom! Isso é invenção do João, que na hora do almoço pediu a sobremesa dele: torta mousse de chocolate. Eu escolhi uma fatia de abacaxi, que comecei a saborear sem desviar o olhar para o prato dele, que já havia me "censurado": "Fruta de novo? Mas você já não comeu fruta hoje?". Fora que pra ele fruta nem é sobremesa... Bom, ele "roubou" uma fatia dessa coisinha natureba dispensável e pôs em cima de uma fatia generosa da sobremesa de fato. Achei esquisito, mas experimentei e não é que o casamento é perfeito?!
2) Dia 31 de outubro é o Dia do Saci. Quem "me contou" foi a Rita Lobo, chef de cozinha que tem um site e um blog muito legais (http://panelinha.ig.com.br/site_novo/blog/) , que sempre que eu entro não dá vontade de sair. E inclusive fico inspirada a finalmente aprender a cozinhar, a testar novos sabores, mas enfim, hoje jantei alface+tomate+ queijo cotagge+ uva-passa+ uma fatia de pão. Acho que preciso visitar o Panelinha com mais frequência...

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Linda! Já ganhou!!

Quando ela entrou no palco já tínhamos passado por alguns avisos de chuva, pelo show (eterno!!!) da Spank Rock, banda péssima 100% lixo que não disse a que veio, pelo segundo show eterno apesar de interessante do Hot Chip (alguém já ouviu falar?) e pela trilha sonolência étnica (confesso) que ela deve ter escolhido pra gente entrar no clima. Mas valeu a pena passar por todas essas intempéries pra ver a Björk (diva de verdade) em cena, acompanhada de ótimos músicos e de um grupo de mulheres vestidas com túnicas coloridas tocando instrumentos de sopro. Não se trata de opinião de fã, mas de alguém que esteve a 50 metros de uma artista completa. Agradecendo (fofa!) depois de cada música com um "obrigado" (ensinaram errado...) entre tímido e respeitoso, ela deu O Show e provou como sempre que pode tudo. A voz única e poderosa preenchia o espaço e dava o tom de manifesto a algumas músicas como Hunter (eu não acreditei quando ela cantou uma das minhas preferidas, que nem é do disco novo) e Declare Independence. Graças ao João, que literalmente me pôs no ar (eu odeio medir 1m58!!), pude vê-la dançando linda, desarticulada e toda colorida em seu vestido plissado.
Bom, é verdade que depois dela entrou a banda da Juliette Lewis, que não é fraca, não!, mas eu ainda estava sob os efeitos da rainha islandesa. Emocionante!

domingo, 28 de outubro de 2007

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Juro que não quero deixar esta chuva fazer meu dia ficar nublado, mas eu tenho a impressão de que até o cérebro fica mofado nesses dias assim...
Fomos ver o filme Inútil, documentário do chinês Jia Zhang-ke sobre a indústria da moda na China. É bem fraco, superficial, mas mostra o trabalho interessante de uma estilista local, que desfilou na Semana de Moda de Paris neste ano, e que diz que as coisas guardam lembranças. Ela enterrou as roupas e deixou o tempo e a natureza "fazerem seu trabalho". O resultado foi uma coleção estilo trapo (eu adoro!), com memória e delicadeza. Eu também acho que os objetos ficam marcados pelas passagens da vida e quando chove eu fico lembrando da infância, daquela vontade de faltar da escola, de ficar em casa brincando de fazer colagem e de ficar pensando comigo mesma "Ai, eu queria tanto ser bebê pra sempre, não precisar ir pra escola nunca e ficar só dormindo!".
Olha o que esse filme bem regular fez comigo!
Ou será que foi a chuva?!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Lembrete

Antes que o Coisas de Frozina morra, preciso dizer que não foi só exatamente por falta de tempo que não escrevi mais... Foi uma mistura disso com aquela sensação que me persegue de não ter nada a dizer, sabe?! Ô mania de ser séria demais, ô medo de parecer idiota!! Sai pra lá! É isso que dá ser virginiana...
Bom, não é tietagem, não, mais nesta semana só consigo pensar em uma coisa: tá chegando o dia do show da Björk!! É no próximo domingo. Pra mim é o show que eu não queria morrer sem ver. Então, não tenho outra coisa pra fazer senão esperar. Ouvindo Regina Spektor...

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Alice

Bigode de gato Bigode de fato
Pelo sim, pelo não, sente e pulsa
Se eriça, vira lata
Em copo de leite mergulha
Se bonito e grande, treme-treme e não se lambuza
Arleine dos Santos*
*Poeta escondida na cidade de Santos
A ilustração é da Blanca Gómez (www.cosasminimas.com)

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Atitude

Tô ouvindo Juliette Lewis and the Licks.
Adoro esta pena na cabeça!!

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Imagem do dia

Esta imagem tudo-de-bom faz parte da nova coleção da marca Theodora, da estilista Rita Wainer. Adorei as cores, as estampas-ilustrações pra guardar pra vida toda (sempre presentes), a postura antiglamour e, por isso mesmo, muito glamourosa! E a peça-manifesto da foto dispensa comentários...

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Música

Hoje acordei com Corcovado, do Tom Jobim, na cabeça...

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Degelo

Tenho buscado respostas para um certo cansaço em relação ao excesso de informação que já é velho na nossa vida de cada dia. E às vezes me surpreendo quando vejo algo que me tira da mesmice do "somos contemporâneos então vale tudo, tudo é possível e tudo é aceito no mundinho da arte". Explico: Não tenho assistido a muitos espetáculos de dança (que consumia avidamente quando dançava*) porque eles me parecem há algum tempo mais do mesmo de novo e de novo. * E cobria dança na revista Bravo!
No lançamento da publicação Cartografia Rumos Itaú Cultural Dança 2006-2007, que faz um mapeamento da dança contemporânea no Brasil, com textos, ensaios fotográficos e DVD, cheguei a duas conclusões:
1) Não, eu não estou ficando chata. A dança contemporânea realmente parece que parou no tempo e continua querendo se fazer presente negando a dança clássica do século 19. Buscar a sua autenticidade em frases feitas como "no meu trabalho não me interessa se tem dança ou não" e "a dança contemporânea dialoga com outras linguagens" reforça o esgotamento que parece contaminar esse "corpo contemporâneo", e contaminou o vídeo apresentado no último dia 29, incluindo trechos de alguns trabalhos e reflexões dos artistas. Fez coro a essa perda de sentido a coreografia Alcântara, de Daniela Dini, que abriu a noite com uma infra-estrutura interessante (imagens projetadas nas paredes brancas e iluminação simples) mas permaneceu no vazio de um corpo que parecia se movimentar sem consistência, sem propósito, como que dizendo "está me faltando repertório interno..."
2) Há luz no fim do túnel. No mesmo espaço envolto por paredes brancas, Degelo, trabalho do bailarino Maurício de Oliveira, foi o ponto alto da noite e mostrou que a curadoria teve também acertos. No seu solo Maurício mostra que, sim, o "corpo contemporâneo" é capaz de dançar mostrando verdade (sem fingimento ou truque), em que cada parte mínima não se movimenta ao acaso e cada gesto tem significado, preenche o espaço e literalmente hipnotiza. Não, a intenção dele não foi hipnotizar ninguém, nem incomodar, mas hipnotizou, incomodou, encantou e me tirou da letargia que a dança tem me provocado.