sexta-feira, 28 de março de 2008

quinta-feira, 27 de março de 2008

Like a rolling stone

Não Estou Lá é daqueles filmes que não te pegam pela emoção (pelo menos, não pra mim...), mas pelo pensamento, pelo prazer de refletir sobre as coisas da vida. O diretor Todd Haynes convidou alguns ótimos atores pra viver diferentes facetas de Bob Dylan (será que ele já "se" assistiu?!) e podia ter feito um filminho chato, cheio de citações e nostalgia boba, ou criado um simples pretexto pra mostrar como os atores "encarnaram" bem o mítico poeta, ou melhor, contador de histórias, como ele mesmo se autodefiniu um dia... Mas o que temos é uma mistura de sonho, com levíssimas pitadas de documentário, com caixa de recordações, com circo de horrores (tipo As 7 Faces do dr. Law, que eu seeeeeeeeempre via na Sessão da Tarde), com profecia. O filme me fez descobrir que é mentira que eu não gosto de ler poesia (como às vezes eu acredito), mas que ela tem de ser curtida sem excesso, em doses homeopáticas, senão você passa por cima dela e não a enxerga.

A coisa que mais ficou martelando na minha cabeça foi o que disse o "Bob Richard Gere Dylan":

"Muitos clamam por liberdade. Viver por muito tempo de um determinado jeito soa como falta de liberdade..."

*Fui na sessão das 13h30. Adoro ir ao cinema nesses horários "proibidos" durante a semana, que só vai quem é freela (como eu), quem está com a vida ganha, ou em fase escolar, ou na "melhor idade", faixa etária predominante. Eu entrei primeiro que todo mundo (comigo, 5 pessoas ao todo) na sala e fiquei lendo um caderno de anotações. Em seguida, entrou um senhor distinto, de bengala e disse bem alto: "Este filme deve ser uma porcaria, não tem ninguém no cinema!". Aí ele me viu e aconselhou: "Não fica forçando a vista desse jeito!"

quinta-feira, 13 de março de 2008

Pedágio

Só hoje fui ver o filme Piaf . Bem que me avisaram pra levar o lenço, mas esqueci... Que vida a dela! Tão bonita quanto triste. Pensando bem, não foi bonita, estou glamorizando... Foi intensa, isso sim. Lembrei muito da Billie Holiday e da Amy Winehouse e fiquei me perguntando se elas não pagaram (am) um preço alto demais por serem geniais... Acho que pra nascer assim com um talento acima da média tem pagar pedágio pro céu, né? Bom, eu na minha mediocridade amo essas vozes e só tenho a agradecer aos anjos...

sábado, 8 de março de 2008

Estamparia

www.florenceantonio.com