
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Apontamento
"É verdade que os países mediterrâneos são os únicos em que posso viver, que eu amo a vida e a luz, mas é verdade também que o trágico da existência fascina o homem e que o silêncio mais profundo faz parte dela. Entre esse avesso e direito do mundo, eu me recuso a escolher."
Albert Camus, em "O Avesso e o Direito"
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Japonismo

terça-feira, 3 de novembro de 2009
Lembrete
terça-feira, 27 de outubro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Miniapontamentos

Sonho de consumo: ser tranquila e infalível como Bruce Lee a maior parte do tempo
Intenção: não pensar tanto antes de fazer
Vontade: usar mais salto
Música que tá grudada na minha cabeça: "Moment of Surrend", do U2
Dúvida constante: esqueci o gás ligado?
Felicidade: ter uma sacada e um vaso lindo com o jasmim crescendo e florescendo
Meta: trabalhar com algo que faça sentido pra mim
Obsessão: amêndoa
Aqui e agora: maior qualidade de vida
Motivo: deu vontade de escrever
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
De luz e de sombras

terça-feira, 4 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Os curiosos efeitos do yoga...

quinta-feira, 30 de julho de 2009
sábado, 25 de julho de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
E aí, brow?!

sexta-feira, 17 de julho de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009

quinta-feira, 25 de junho de 2009
Quando tudo faz sentido




terça-feira, 16 de junho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
Os lugares

Lendo o caderno Mais! da Folha de São Paulo do último domingo (7/6), voltei a pensar na relação dos nativos e estrangeiros com as cidades. Há uma entrevista com a socióloga argentina Beatriz Sarlo falando sobre Buenos Aires, um texto de Danuza Leão sobre Paris e outro do Nobel de Literatura Orhan Pamuk sobre Veneza. Exceto este último, que pareceu sondar a cidade italiana com o olhar de um estrangeiro encantado, tanto Beatriz quanto Danuza me deixaram um pouco decepcionada: onde estão as cidades quase idílicas de que ouvimos falar e que são sempre diferentes e melhores que as nossas?! Beatriz, ao falar de Buenos Aires, parece qualquer brasileiro discorrendo sobre as mazelas do lugar onde vive. Até aquela velha comparação da cidade portenha com Paris é posta em xeque por ela ("... quem conhece Paris sabe que não se parece com a capital argentina"). Ela está de bode até daquilo que nos parece um traço de politização (ao contrário de nós, 'tupiniquins cabeças ocas sem memória'): "... o lado sinistro do que acontece com a morte na Argentina, onde (...) vivemos discutindo o destino dos restos mortais das pessoas que foram importantes na história do país".
Danuza, que vive desde criança no Rio de Janeiro e já morou em Paris duas vezes - uma por dois anos e outra por cinco -, desmitifica a imagem do parisiense típico quando relata que por volta de 2000 o prefeito francês Bertrand Delanoë propôs a construção de prédios de mais de 200 metros nos arredores da cidade a fim de preservar a Cidade Luz como ela é, e qual não foi o espanto dele quando uma pesquisa pública mostrou que os parisieneses não concordavam com a ideia?? Ué?! Cadê os europeusconscientescultosquevalorizamaprópriahistória?
E agora? Com que vou sonhar?! Onde vou projetar minhas expectativas de cidade quase ideal?!
Prefiro ficar com a visão não menos lúcida de Orhan Pamuk, que diz que há lugares para todos os gostos: para se trabalhar, para passar férias, dos quais fugir, para se sentir triste e até para se morrer. Mas o lugar que escolhemos para viver tem que ser necessariamente parecido com a Veneza do escritor: para ser feliz.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Outro olhar

segunda-feira, 30 de março de 2009
Pode entrar que a casa é sua

Não, eles não moravam em Paris, nem em Nova York, mas de uns tempos pra cá tinham a sensação de que, sim!, de uma vez por todas estavam vivendo num apartamento do Soho ou coisa parecida. O motivo? Andavam ouvindo uns barulhos estranhos vindos do teto... Ele sempre disse: "Ah, não! Decadence avec elegance não dá! Tô fora!" Ela dava um sorrisinho e retrucava: "Ah, é charmoso, vai!" E não é que o apartamento era, digamos assim, bem estilosinho? Ele com o tempo até foi encontrando encanto naquele canto e parou com essa "perseguição" às coisas do passado. Ela, por sua vez, começou a ter que se esforçar um pouco pra ver beleza naquele predinho de dois andares com a pintura pedindo outra demão. "Mas, tudo bem", ela pensava, "o nosso apartamento é um oásis, até parece um loft antiguinho!" Mas os barulhos no teto só aumentavam e eles já não tinham mais dúvida (embora ela tentasse se enganar): os amiguinhos (como ele se referia aos visitantes) eram ratos, e provavelmente muitos. Não, não se tratavam de pombos, muito menos de gatos como ela tentava crer. Os visitantes se mostravam cada vez mais audaciosos, basicamente estavam à vontade. Ele e ela que se adaptassem. Resolveram chamar o seu Fernando pra fazer a tal da desratização. Ele veio, jogou as iscas e garantiu que o produto era bom e que ela não se preocupasse com os cadáveres, "os roedores comem o negócio e viram pó". Ãhn?! Ok. Ele e ela só queriam paz, continuar achando aquele lugar um oásis, continuar a receber os amigos ali e ouvir "A casa de vocês é tão francesa!" Não precisava ter tanta semelhança assim... O processo da desratização ia de vento em popa, os bigatos (seres cilíndricos mais conhecidos como vermes, decorrentes da decomposição de cadáveres) apareciam aos borbotões. Ele segurava tudo com incrível bom humor. Ela sentia seus nervos desmoronarem a cada mínima pista de vida ou morte dos amiguinhos. Numa manhã de segunda-feira, após um domingo caçando vermes e encharcando a lavanderia com cândida ("seu Fernando falou que mata os bigatos!"), ela foi checar a área de serviço. Na sua cabeça transtornada havia uma sentença, praticamente uma certeza: "Qualquer hora, quando eu menos esperar, vou me deparar com o inimigo". Ela abriu a porta, viu mais uns vinte vermes agonizando e percebeu que o lençol amarelo que estava pendurado no varal havia fraquejado e arrastava no chão. A ponta do lençol pendia exibindo uma rodela branca com moldura cinza. Ela tentou puxar a roupa de cama para cima e sentiu um peso que explicava tudo. Ali jazia o inimigo. Ela fechou a porta com força, sentiu o terror tomar conta do próprio corpo e entre lágrimas foi acordá-lo. Ele acordou e, tranquilo e infalível como Bruce Lee, foi verificar o local do crime. Pegou o lençol no mesmo ponto em que ela o fizera e sorriu: "Que peso? Não tem peso... Você não disse que cândida não mancha a roupa?"
Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Saber dizer
"Tinha um senso do cômico realmente precioso, mas precisava de gente, sempre de gente, para exercitá-lo, com o inevitável resultado de que perdia o tempo em almoços, em jantares, naquelas suas recepções, falando de tolices, dizendo coisas que nada significavam, embotando o fio do seu espírito, perdendo o discernimento." (Virginia Woolf em "Mrs. Dalloway")
Usar as palavras com propriedade e senso estético é de verdade uma arte!
segunda-feira, 23 de março de 2009
Mau-humorado chique
