terça-feira, 6 de maio de 2008

IMPERDÍVEL

terça-feira, 22 de abril de 2008

Quem vai assistir a uma obra-prima (é, chamar de "filme" é pouco...) do diretor taiwanês Wong Kar-wai já sabe o que esperar: fotografia primorosa, trilha sonora perfeita, atuações precisas, figurino maravilhoso, bom roteiro e um olhar sempre delicado e minucioso sobre tudo. Um Beijo Roubado é seu primeiro filme falado em inglês e não empolgou a maioria dos críticos. Não sei por quê... Continuam ali todas as qualidades do mestre e um adicional: ele, que adora tratar dos desencontros amorosos com pitadas de nostalgia e melancolia, mudou o final da história e terminou surpreendentemente de um jeito esperançoso!
Saí do cinema feliz, com vontade de usar mais vestido com salto (as mulheres de Kar-wai são sempre tão femininas e lânguidas!) e de comer aquela torta de blueberry...

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Saber esperar é uma arte

Katsushika Hokusai (1760-1849): "Amo a pintura desde que tomei consciência dela, aos 6 anos. Aos 50, produzi alguns desenhos que considero razoáveis, mas nada que fiz até os 70 anos é realmente digno de menção. Aos 73, finalmente compreendi cada aspecto da natureza vital dos pássaros, animais, insetos, peixes, plantas e árvores. Quando eu tiver 80 anos, terei feito um progresso ainda maior, e aos 90 realmente dominarei todos os mistérios da arte. Quando eu tiver 100 anos, a minha arte será verdadeiramente sublime, mas minha meta final só será alcançada aos 110 anos: então, cada ponto, cada linha que eu desenhe terá uma vida própria".

"Roubei" esta reflexão de um blog que acabei de descobrir, o Máquina de Escrever (lucianotrigo.blogspot.com).

sexta-feira, 28 de março de 2008

Pra enfeitar e fazer sonhar...

http://sofk.free.fr

quinta-feira, 27 de março de 2008

Like a rolling stone

Não Estou Lá é daqueles filmes que não te pegam pela emoção (pelo menos, não pra mim...), mas pelo pensamento, pelo prazer de refletir sobre as coisas da vida. O diretor Todd Haynes convidou alguns ótimos atores pra viver diferentes facetas de Bob Dylan (será que ele já "se" assistiu?!) e podia ter feito um filminho chato, cheio de citações e nostalgia boba, ou criado um simples pretexto pra mostrar como os atores "encarnaram" bem o mítico poeta, ou melhor, contador de histórias, como ele mesmo se autodefiniu um dia... Mas o que temos é uma mistura de sonho, com levíssimas pitadas de documentário, com caixa de recordações, com circo de horrores (tipo As 7 Faces do dr. Law, que eu seeeeeeeeempre via na Sessão da Tarde), com profecia. O filme me fez descobrir que é mentira que eu não gosto de ler poesia (como às vezes eu acredito), mas que ela tem de ser curtida sem excesso, em doses homeopáticas, senão você passa por cima dela e não a enxerga.

A coisa que mais ficou martelando na minha cabeça foi o que disse o "Bob Richard Gere Dylan":

"Muitos clamam por liberdade. Viver por muito tempo de um determinado jeito soa como falta de liberdade..."

*Fui na sessão das 13h30. Adoro ir ao cinema nesses horários "proibidos" durante a semana, que só vai quem é freela (como eu), quem está com a vida ganha, ou em fase escolar, ou na "melhor idade", faixa etária predominante. Eu entrei primeiro que todo mundo (comigo, 5 pessoas ao todo) na sala e fiquei lendo um caderno de anotações. Em seguida, entrou um senhor distinto, de bengala e disse bem alto: "Este filme deve ser uma porcaria, não tem ninguém no cinema!". Aí ele me viu e aconselhou: "Não fica forçando a vista desse jeito!"

quinta-feira, 13 de março de 2008

Pedágio

Só hoje fui ver o filme Piaf . Bem que me avisaram pra levar o lenço, mas esqueci... Que vida a dela! Tão bonita quanto triste. Pensando bem, não foi bonita, estou glamorizando... Foi intensa, isso sim. Lembrei muito da Billie Holiday e da Amy Winehouse e fiquei me perguntando se elas não pagaram (am) um preço alto demais por serem geniais... Acho que pra nascer assim com um talento acima da média tem pagar pedágio pro céu, né? Bom, eu na minha mediocridade amo essas vozes e só tenho a agradecer aos anjos...

sábado, 8 de março de 2008

Estamparia

www.florenceantonio.com

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Questão de ponto de vista

"Sapatos devem ter saltos muito altos e plataformas para colocar a beleza da mulher num pedestal" - Vivienne Westwood.

Naomi Campbell que o diga... Os "Mock-Croc Super Elevated Gillies", sapatos da coleção Anglomania (Outono/Inverno 1993) que derrubaram a modelo em plena passarela, estavam lá na exposição Vivienne Westwood Shoes. Eu, que não sou mesmo expert no uso de saltos e amo uma sapatilha bem confortável, vestiria fácil pelo menos 5 deles. Se iria para o chão ou não, é outra história. Adorei ficar examinando as criações desta estilista inglesa que mistura artesanal com elaboração e não é nada minimalista. Deu vontade de ficar nas alturas sim! Será que agora tomo jeito?!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Parece mas não é

Eu sei que a impressão que dá é que este blog nem existe mais, mas é só impressão...
"Denise gostaria que seu pai a visse. Mas isso já faz muito tempo e ela agora não lembra mais quantos anos tem. Ela recebe cartas confusas e sonha em conseguir sair correndo - ainda que seja na contramão.Isabel esquece de tudo quando faz palavras cruzadas, sabe aplicar injeções como ninguém e acha que conviver tem qualquer coisa de exaustivo.Elas esperam.Enquanto isso, Arthur consome charutos finos e vai pessoalmente comprá-los, mesmo que sejam sempre da mesma marca.Ele parece disposto e os três adorariam que alguma coisa fosse possível.Mas agora já faz muito tempo".
Esse é um trecho da peça O Céu 5 Minutos Antes da Tempestade, escrita pela minha amiga Silvia Gomez, que faz parte do CPT - Centro de Pesquisa Teatral, do Antunes Filho. Estréia amanhã! Mais detalhes em www.senhorassenhores.blogspot.com.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Sweet dreams are made of this

Bom, enquanto esta chuva eterna não cessa, fico escutando o barulho dela no telhado e buscando cores para enfeitar este pobre e esquecido blog. Para tirar as teias de aranha e encher os olhos de alegria, escolhi duas imagens do último desfile do Jean-Paul Gaultier. Já disse e repito: o excesso de informação faz a gente cada vez mais ter certeza de que MENOS É MAIS! Então, por hoje é só, pessoal!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Vê se sobrevive menos e vive mais!

Fazer balanço de final de ano é inevitável a essa altura do campeonato. Mas não vou fazer isso aqui. O texto a seguir não foi escrito por mim, mas eu queria que todas as pessoas que amo lessem também, sabe? Enfim, ele me foi repassado por uma amiga e escrito por um amigo dela... Eu sei que é comprido (eu não tenho muita paciência pra ler texto gigante em blog, não sei por quê), mas vale cada palavra.*
Ontem caí da escada. Caí feio. Achei que tinha quebrado alguma coisa. Bati o rosto, a perna esquerda, o ombro, o pé esquerdo. A orelha rasgou e um pouco de sangue correu. Lá embaixo, sozinho, no escuro, achei que a coisa era séria. Não sentia meu dedão do pé, meu ombro e meu rosto ardiam fogueira e a orelha parecia ter rasgado inteira. Tava tonto e sem precisão na passada. Da hora que eu caí até chegar lá em cima e avisar a Roberta do que tinha acontecido, passou muita coisa na minha frente. Muita coisa. Achei que minhas férias tinham ido pro saco e passaria o natal vendo tv em algum quarto de hospital. Pensei em merecimento e castigo ou vice-versa. Arrependimento e correria. Sagrado e profano. Juizo e juiz. Pensei nas águas de cachoeira. No jantar sem luz com velas trazidas dos vizinhos. Pensei na jogatina de noitada, regada a Jack Daniels e água de torneira. Pensei nas pessoas que seriam revistas e sorrisos de lembrança. Nas caras de surpresas de quem vê pela primeira vez. Nas piadas renovadas e novos amigos de bebedeira. Pensei no descanso e retomada. Oxigênio. Hoje, tá tudo bem. Susto. Mais um. E a gente não fica esperto, né não? Esse ano foi pesado. Trabalhei no exagero, cuidei da família, procurei novos caminhos, exigi. Às vezes, descaradamente errado. Às vezes, passando por cima de tudo. Às vezes, querendo pra mim o que não era meu. Às vezes, enfrentando o destino. Passando à frente dele, sem compaixão nem cuidado, nem respeito. Deu no que deu. Definitivamente não sou cético. Tombar sem quebrar não é brinquedo, não. Copo que cai e não quebra vira pote de cristal. Sai diferente do que entrou. Falávamos sobre isso no jantar. Pequenos milagres cotidianos. Pequenos e gigantescos milagres cotidianos. E quando eles aparecem, a gente sabe que, naquele momento, existe algo especial. E se dá a liga. Nunca mais desmemória. Nunca mais deslumbramento ou descompromisso. Nunca mais descuidado. Foi isso. Um tapinha na cara pra dizer: - E aí, velho, tu não aprende? Tá nos 40 e não aprende? Porra, velho, vê se sobrevive menos e vive mais. Pra que essa correria? Amanhã o sol vai nascer de novo e provavelmente vc vai estar dormindo. Como sempre. E aí? Correu, correu, não olhou nem pro lado, não sabe quem tava lá, junto, esperando o farol abrir, não deu nem bom dia, não sentou pra comer. Abre o olho, japonês! Mais uma: hoje Sebastião esteve na casa da lapa. Filho de Julinho e Vana. 3meses de intensa sabedoria que se renova sempre. Aí, a gente percebe que estamos na velocidade errada. Pra entrar no mundo deles, reduz-se a marcha, tira o pé do acelerador, abre a janela, põe o braço pra fora e manda um sinal pro cara de trás ultrapassar. Dá tempo pra ver o pôr-do-sol, quase ouvir a conversa lá de fora, perceber a chuva de vaga-lumes, a revoada das maritacas, perguntar que música era aquela e parar na barraca da água de coco. Sebastião, Miguel Salvador, Maria, Teresa, Martim. E muitos outros milagres cotidianos. Lembro do filho que não tive e penso no que quero ter. Um de vários. Razão necessária. Missão redentora. Sonho possível. Existe algo mais importante? Não sei. Definitivamente não sei. Tentarei só não deixar os novos nem os velhos conhecidos de batalha no andar de baixo, quebrados ou não. Só isso. Casadalapa, 3 de fevereiro, Almirante, amigos moldados na campanha, na distância ou aqui da rua, do boteco da esquina. A história se refaz a cada dia. E com as noites do meio pra disfarçar a urgência. A extrema urgência da tranqüilidade.Ontem caí na real. Caí bonito.
*A trilha sonora pode ser Nina Simone!

sábado, 15 de dezembro de 2007

Nota de rodapé

Amo flores no cabelo!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Um instante

Gostei dessas imagens. São de uma comunidade de fãs de Polaroid e que publicam suas fotos lá (http://www.polanoid.net/. É "polanoid" mesmo). Bonito.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Tira-mofo

Sou fã do diretor Wes Anderson, porque ele sabe fazer uma coisa não tão simples assim: filmes que têm profundidade sem ser carregados, com várias pitadas de ironia e clima nonsense na medida. Viagem a Darjeeling, sua produção mais recente, tem ainda por cima figurino assinado por Marc Jacobs (não gostei de tudo, mas adorei o terno cinza do Adrien Brody usado com camisa branca e um colar de flores vermelhas) e as cores fortes da Índia. Não sou exatamente mística (pelo menos, acho que não...), mas adoro esse negócio de viagem de reencontro com "seu eu"... Os três irmãos a bordo de um trem estão em busca da mãe, de um acerto de contas com o passado e com eles mesmos. Não fosse a mão do diretor, tudo poderia não passar de uma pieguice só. Mas o filme faz a gente refletir e rir de tudo com leveza, ufa! Saí do cinema bem feliz.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Para um dia de sol

Eu não sei desenhar, mas o francês François Avril sabe (e muito bem). Eu esqueci da vida navegando no site dele (http://www.pagesperso-orange.fr/). Gosto do "traço alongado", as pessoas são todas compridas, finas... Não, não é complexo de anã...

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Sem título 3

Não quero receber o mundo como quem já viu tudo.
Estou à procura de um livro que mexa com os meus sentidos...
Aceito sugestões.

domingo, 4 de novembro de 2007

Fazer bem aos olhos

Pouco sei sobre Egon Schiele, artista austríaco ligado ao movimento expressionista, mas ele sim é capaz de não me deixar lembrar que amanhã terei de passar no supermercado...

Contando carneirinhos

Não gosto quando um espetáculo, filme, livro, show ou até mesmo um disco me dão espaço pra pensar nas contas que terei que pagar na próxima semana, nos livros que ainda não li ou na morte da bezerra...
Les Sacres du Printemps, coreografia criada e interpretada pelo francês Xavier Le Roy, me permitiu pensar nisso e em como é difícil pôr em prática uma boa idéia. Eu já tinha ouvido falar neste coreógrafo, mas nunca tive a chance de ver nenhuma obra dele. Quando soube que ele ia se apresentar no Sesc Anchieta, fiquei animada: "Acho que vem coisa boa!"
Bem, ele trabalhou com o clássico de Stravinsky (A Sagração da Primavera) e considerou a movimentação do regente uma coreografia. Uau! Não é interessante? Seria, se ele não tivesse permanecido 45 minutos IMITANDO um maestro, sendo que nós, a platéia, éramos os músicos regidos por ele. Um amigo disse algo muito pertinente, concluindo que o que o cara fez foi levar para o palco aqueles momentos íntimos (e ridículos) que jamais dividimos com ninguém, como por exemplo espremer uma espinha amarela que insiste em não nos deixar em paz. A "coreografia" seria então a expressão do desconforto de estarmos diante do espelho, ou o próprio desconforto. Olha, eu tenho certeza de que isso não exclui o fato de eu ter visto um espetáculo muito ruim, em que nem o conceito segurou a onda.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Hoje eu descobri duas coisas:
1) Comer torta de chocolate com abacaxi (é isso mesmo!!) é demais de bom! Isso é invenção do João, que na hora do almoço pediu a sobremesa dele: torta mousse de chocolate. Eu escolhi uma fatia de abacaxi, que comecei a saborear sem desviar o olhar para o prato dele, que já havia me "censurado": "Fruta de novo? Mas você já não comeu fruta hoje?". Fora que pra ele fruta nem é sobremesa... Bom, ele "roubou" uma fatia dessa coisinha natureba dispensável e pôs em cima de uma fatia generosa da sobremesa de fato. Achei esquisito, mas experimentei e não é que o casamento é perfeito?!
2) Dia 31 de outubro é o Dia do Saci. Quem "me contou" foi a Rita Lobo, chef de cozinha que tem um site e um blog muito legais (http://panelinha.ig.com.br/site_novo/blog/) , que sempre que eu entro não dá vontade de sair. E inclusive fico inspirada a finalmente aprender a cozinhar, a testar novos sabores, mas enfim, hoje jantei alface+tomate+ queijo cotagge+ uva-passa+ uma fatia de pão. Acho que preciso visitar o Panelinha com mais frequência...

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Linda! Já ganhou!!

Quando ela entrou no palco já tínhamos passado por alguns avisos de chuva, pelo show (eterno!!!) da Spank Rock, banda péssima 100% lixo que não disse a que veio, pelo segundo show eterno apesar de interessante do Hot Chip (alguém já ouviu falar?) e pela trilha sonolência étnica (confesso) que ela deve ter escolhido pra gente entrar no clima. Mas valeu a pena passar por todas essas intempéries pra ver a Björk (diva de verdade) em cena, acompanhada de ótimos músicos e de um grupo de mulheres vestidas com túnicas coloridas tocando instrumentos de sopro. Não se trata de opinião de fã, mas de alguém que esteve a 50 metros de uma artista completa. Agradecendo (fofa!) depois de cada música com um "obrigado" (ensinaram errado...) entre tímido e respeitoso, ela deu O Show e provou como sempre que pode tudo. A voz única e poderosa preenchia o espaço e dava o tom de manifesto a algumas músicas como Hunter (eu não acreditei quando ela cantou uma das minhas preferidas, que nem é do disco novo) e Declare Independence. Graças ao João, que literalmente me pôs no ar (eu odeio medir 1m58!!), pude vê-la dançando linda, desarticulada e toda colorida em seu vestido plissado.
Bom, é verdade que depois dela entrou a banda da Juliette Lewis, que não é fraca, não!, mas eu ainda estava sob os efeitos da rainha islandesa. Emocionante!